O primeiro almoço em Foz do Iguaçu: um desafio gastronômico

O primeiro almoço em Foz do Iguaçu: um desafio gastronômico

O primeiro almoço em Foz do Iguaçu: um desafio gastronômico

Costumo dizer que o principal desafio para um viajante é alimentação. Numa viagem turística, por exemplo, muitos acreditam que as dificuldades que prevalecem são os gastos, o trabalho com as bagagens, o transporte e, em caso de viagem ao exterior, cita-se o idioma local como entrave.

De fato, tudo isso pode ser obstáculo, mas nada que não seja ultrapassável. No entanto, acredite, o principal desafio é a alimentação. Nosso corpo já está habituado a uma forma de se alimentar e, ao trocarmos repentinamente, nosso corpo responderá satisfatoriamente ou não.

Com essa introdução quero falar hoje sobre algo que aconteceu há alguns anos atrás - o primeiro almoço em Foz do Iguaçu. Pode parecer simplista, mas considerando que viemos de um dos extremos do Brasil para o outro e que as culturais de ambos lugares são distintas, e ainda, a alimentação é de fato um obstáculo, ou um desafio tamanho, fica fácil compreender a importância desse post,

Chegamos num sábado às 20:30h. Depois de procurar por hotéis e encontrar um quarto disponível, saímos por volta da meia noite para comer algo. Uma pizza e um refrigerante foi a saída (ou a entrada, sei lá). Até aqui tudo bem, pois nossos organismos (pelo menos de uma grande parte da nação) parecem estar acostumados com este "alimento tão saudável" rsrsrs

O domingo chegou e com ele o horário de almoço. Batemos de frente com um obstáculo, mas ainda não era o desafio da alimentação. Tratava-se de algo que até hoje não compreendo porque é assim. Ficou curioso ou curiosa? 

É o seguinte: em Foz do Iguaçu, quase todos os restaurantes fecham em domingos e feriados, nunca compreendi o porquê disso, uma vez que a cidade é o terceiro lugar mais visitado do Brasil. Turistas brasileiros e estrangeiros são encantados com Foz do Iguaçu. Mas sobre esse detalhe pretendo discorrer com mais calma numa outra hora mais oportuna.

Assim, nos dirigimos para o centro de Foz do Iguaçu. Em quase todos os restaurantes que estavam servido, o aglomerado de pessoas era intenso, visto que o momento era d um feriado prolongado. Resolvemos pois adentrar a um restaurante. Por questões de ética não apresentarei muitos detalhes.

A atendente nos atendeu muito bem e, provavelmente, percebendo que éramos imigrantes, fez questão de nos apresentar a comida e o funcionamento do restaurante. A fome no momento era intensa que não via a hora dela terminar a apresentação e podermos comer.

Prato cheio e nós apostos para a primeira colherada, eis que batemos de frente com o grande desafio da alimentação: o gosto era bem diferente daquele que estávamos habituados a provar.

Muitos devem saber que no Nordeste a alimentação é mais provida de sal e de uma infinidade de tempero, o que ao meu ver e sentir, deixa a alimentação muito saborosa. Já em outras regiões brasileiras, tal como o Sul, as pessoas se habituaram a uma alimentação mais rala, pouco sal e pouquíssimo tempero. Essas diferenças habituais são um choque para ambas as culturas quando estão a provar o alimento preparado pela outra.

De imediato pedir um refrigerante e procurei engolir a comida junto com goles da bebida. Não era descaso ou algo semelhante, a questão era que a comida não havia sal e nem um pouco de tempero. Uma comida completamente salobra.

Em tempos mais tarde, percebi que outros restaurantes capricham um pouco mais na preparação da comida. O problema estava no restaurante onde procuramos almoçar: lembro que enquanto engolia aquela comida insossa, entrou algumas pessoas e ao conversar com a proprietária esta falou em voz alta: nossa comida só leva salzinho, não tem nada desses temperos estranhos".

Estávamos apenas no local errado, comendo a comida errada. Outros locais haveriam na cidade que a alimentação é mais agradável. Claro que dentro dos padrões da cultura local: pouco sal, pouco tempero.

Recordo agora que ouvi certa vez um amigo de trabalho falar, ao ser convidado para um almoço em restaurante de comida mineira, que para ir ao tal restaurante era necessário estar preparado pois a comida era pesada. Ele recusou o convite alegando que era melhor almoçar lá quando não houvesse muito trabalho a fazer ou fosse numa sexta-feira!

Em Minas Gerais há uma cultura gastronômica parecida com a nordestina. Quando o colega de trabalho se referiu à "comida pesada" ele estava a contrastar com a comida rala, com pouco sal e tempero servido aqui na região Sul.

Em ambas formas de preparação da comida existem seus benefícios. Aqui, procurei apenas relatar experiências e informar, visto que este blog tem esta função. Além do mais, procurei comprovar que o principal desafio de um viajante é, sem dúvida a alimentação. 

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