Como é Viver em Foz do Iguaçu - Segurança e Mobilidade

Como é Viver em Foz do Iguaçu - Segurança e Mobilidade
Como é Viver em Foz do Iguaçu - Segurança e Mobilidade
Blitz da Polícia Militar e Guarda Municipal na Avenida Paraná
Nesta seção em que relato como é Viver em Foz do Iguaçu, abordarei hoje dois temas importantes e polêmicos: a segurança e a mobilidade. Estes são dois itens que, infelizmente, deixam a desejar aqui em Foz. Mas, numa rápida comparação com a situação brasileira, os problemas aqui vividos quanto à segurança e a mobilidade das pessoas são semelhantes em quase todas (ou todas) as cidades desse imenso Brasil.

Quanto à segurança na cidade, não há o que esconder: Foz do Iguaçu está mesmo entre as 100 cidades do país em violência geral. E quando esmiuçamos a questão, podemos conhecer detalhes como: Foz do Iguaçu está na 46º posição do ranking de cidades por Mortes Matadas por Arma de Fogo (2015); e também na 62º colocação de cidades por Homicídios entre adolescentes de 16 a 17 anos (2015). Esses são apenas alguns exemplos da alta criminalidade, porém, nem tudo está perdido: Foz do Iguaçu ficou em 2º lugar no ranking das 20 Microrregiões com maior redução na Taxa de Homicídio entre 2004 e 2014 (2016).

Mas, na prática, como é Viver em Foz do Iguaçu com toda essa criminalidade? Os maiores problemas são relacionados ao tráfico indevido de produtos ou armas, pirataria e drogas, e ainda, roubos. Na maior parte os envolvidos são homens entre 16 a 35 anos, que além de praticantes dessas atividades são também as principais vítimas. A localização geográfica de fronteira a qual está a cidade propicia esse estado.

Os roubos são em sua maior parte de carros e arrombamentos de casa. Assaltos à mão armada existem, mas são em menor frequência. Os veículos cobiçados são, além dos carros, as motos, e também as bicicletas. Algumas regiões se destacam nesses tipos de roubos: Centro, Vila Portes e Vila A, enquanto alguns bairros lideram os casos gerais de polícia (assassinatos, assaltos a pessoas, brigas, uso de drogas e roubos): Jardim Jupira, Morumbi, Vila Portes, Porto Meira, etc.

Porém, destaco que, na prática, é o seguinte: dar pra viver com tranquilidade desde que se tome algumas medidas preventivas. Evitar certos horários e locais e, obviamente, não se exibir em certos momentos. Há muitos locais e bairros que você pode se sentir seguro. Em relação aos carros, prefira um estacionamento privado ou um local público mas que fique visível ou que seja movimentado. Vale ressaltar que a violência em si atinge principalmente aqueles(as) envolvidos no tráfico de drogas e no contrabando. Se ficar à parte disso, então há uma probabilidade reduzida de males acontecerem. Poderia escrever muitas coisas em relação à violência e à segurança na cidade, mas o básico é isso, e dependendo da quantidade de visualizações e participações, poderei escrever um artigo somente sobre este tópico.

A mobilidade é outro tópico polêmico e que Foz do Iguaçu ainda está a dever aos seus habitantes e transeuntes.

A cidade é dividida quase que ao meio pela BR 277 (umas das principais rodovias federais no Paraná): de um lado fica a zona sul; e de outro, a norte. Esta BR ao tempo que é o principal escoadouro, é também o principal entrave, uma grande barreira para se mover pela cidade. Em 2015, foi entregue o viaduto da Avenida Paraná na zona interligada com a BR 277, o que solucionou em parte os problemas, porém muitos outros viadutos devem ser construídos para que favoreça a locomoção e a redução de acidentes.

O acesso ao principal atrativo da cidade - as Cataratas do Iguaçu, é feito praticamente por apenas um caminho, que é hoje a estreita BR 469 (há um projeto para alargá-la). O acesso ao Aeroporto Internacional, ao Paraguai e à Argentina também é feito por apenas um caminho. Além disso, muitos outros destinos, quer turísticos ou não, não dispõem de caminhos alternativos. Essa condição reflete a falta, ou o pouco planejamento da planta urbana, prova disso é também a quantidade tremenda de ruas sem saídas, caso este que nunca vi em qualquer outra cidade brasileira que já conheci.

A falta de alternativa leva à disputa de espaço no trânsito entre motos, carros, caminhões e scanias. A situação é tão precária que nas imediações do centro da cidade (avenidas Paraná, Costa e Silva, Jorge Schimmelpfeng) vê-se imensas carretas carregadas de mercadorias transitando normalmente.

Bom, segurança e mobilidade são assuntos polêmicos e extensos. Porém, estas são as informações gerais que acredito ser de grande valia para quem está desejoso de morar ou mesmo de visitar Foz do Iguaçu.


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